Por que a compra de duas quitinetes por Flávio Bolsonaro chamou atenção do Ministério Público?

Em novembro de 2012, Flávio e a mulher compraram dois imóveis em Copacabana.

A escritura registrou o negócio por R$ 310 mil.

Segundo o MP-RJ, porém, no mesmo dia da assinatura o vendedor depositou em sua conta os cheques declarados no negócio e mais R$ 638,4 mil em dinheiro vivo.

Para os investigadores, esse valor seria um pagamento adicional “por fora”, não registrado na escritura, e teria origem no esquema de rachadinha.

Flávio negou ter feito pagamento não declarado e afirmou que a negociação ocorreu de forma legal.

Outro ponto chamou atenção:

• em 2011, os antigos proprietários haviam comprado os imóveis por R$ 440 mil;
• em 2012, venderam oficialmente a Flávio por R$ 310 mil;
• em 2014, Flávio os revendeu por cerca de R$ 1,12 milhão.

O MP considerou a operação um mecanismo de possível lavagem de dinheiro.

Flávio atribuiu a valorização ao boom imobiliário do Rio.

O que aconteceu depois?

A transação fez parte da acusação apresentada no caso das rachadinhas, mas a denúncia foi rejeitada em 2022 após decisões do STJ e do STF anularem provas utilizadas pelo MP.

O que é possível afirmar:
• o depósito de R$ 638,4 mil em espécie foi identificado;
• o MP atribuiu esse dinheiro à compra dos imóveis;
• Flávio negou o pagamento “por fora”;
• não houve condenação por essa transação.

Fontes: MPRJ; TJRJ; Folha de S.Paulo.

Leia. Confira. Tire sua conclusão.

#15MinutosDePesquisa #PolíticaComFonte #ConfiraAsFontes #Rachadinhas #Imóveis
